Os Desafios Que As Crianças Enfrentam

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Os nossos filhos irão viver num mundo onde máquinas que escutam, falam e pensam estarão em toda parte. O problema é proporcionar as nossas crianças conhecimento tecnológico suficiente para que se tornem aptas a competir nesta nova e emocionante fronteira. Se assim não for, elas estarão condenadas a transformar-se em cidadãos de segunda classe, na sociedade emergente.

Os desafios que os nossos filhos enfrentam surgem sob quatro títulos principais. Todos eles estão relacionados com o crescimento exponencial do conhecimento que resulta da capacidade do computador para manipular, armazenar, gerar e transmitir informações.

Os desafios:

1) A modificação do mundo do trabalho.

No século passado, a maioria das pessoas, trabalhava na agricultura. O produto agrícola, no curto espaço de tempo de uma única geração, cedeu lugar aos produtos manufaturados como base de prosperidade económica. A revolução industrial, afetou a vida das pessoas, transformando os comportamentos sociais, as crenças religiosas e as aspirações políticas.

A revolução do computador também possui uma força propulsora contra a qual, não prevalecerá nem a revolução, nem o protesto. O trabalho em escritórios está a substituir o trabalho industrial, pequenas e médias empresas de prestação de serviços estão a substituir as grandes fábricas como principais empregadores.

2) Máquinas do saber.

Os recursos do mundo, na maior parte, são finitos. Um dia a ultima mina de carvão será fechada, o último poço de petróleo secará. Veremos esgotados o gás natural, o cobre, o níquel e o estanho. Por outro lado, o conhecimento possui a propriedade ímpar de ser reavivado. Fatos dão origem a novos fatos. A informação provoca nova informação. A tecnologia do computador oferece os meios através dos quais esta produção perpétua de dados pode ser elaborada, ampliada e substituída de forma mais rápida e eficiente.

Como o perito em gestão Peter Drucker disse: ” A produção de conhecimento já se tornou a chave para a produtividade, para a força competitiva e para a conquista económica”.

3) Degeneração do conhecimento.

Mesmo depois do mercado de trabalho já se ter deslocado dos campos para as fábricas, as capacidades tradicionais continuaram suficientemente valiosas a ponto de serem passadas de pai para filho ou de artesão para o aprendiz. Alguns anos de educação primária eram suficientes para satisfazer as exigências das fábricas e escritórios, enquanto as escolas públicas incluíam no currículo latim e grego a fim de prepararem os filhos para medicina ou exército. Fosse o aluno nobre ou plebeu o mesmo pressuposto era aplicado: a educação individual, concluída mais ou menos numa década, poderia transmitir suficiente conhecimento para durar toda uma vida.

Na nossa época, o conhecimento e as abilidades são produtos altamente perecíveis. O Professor Conrad Waddington disse: ” Um dos mais importantes efeitos do rápido aumento do volum de informações é que a informação torna-se muito rapidamente obsoleta pela descoberta de novos fatos”.

4) A alta velocidade da alta tecnologia.

Antigamente aguardava-se várias horas pelas notícias que deveriam ser transmitidas através de cavaleiros expressos.

Hoje em dia, se um turista utiliza o seu cartão de crédito numa loja de Viena, os detalhes da transação são enviados, via satélite e alcançam Arizona, onde os computadores verificam se o cartão não foi roubado e se o crédito  do cliente é positivo. Apesar de ter de cobrir uma grande distância, toda operação, inclusive o tempo gasto no controlo, leva menos do que sete segundos. O cliente sai da loja sem se dar conta da impressionante conquista tecnológica que a sua compra representa.

Todos os trabalhadores estarão a usar terminais eletrónicos dentro dos escritórios, entre escritórios e de um pais para outro e a maioria das informações viajará por meios eletrónicos. Apenas a correspondência particular e artigos especiais ainda serão transportados fisicamente pelos correios.

A palavra escrita tem várias vantagens. Livros e revistas propiciam a forma de comunicação mais direta, particular e envolvente entre as mentes do autor e do leitor.